Open Source, Crise Económica e Oportunidades

Realizou-se no passado dia 8 de Maio uma sessão subordinada ao tema “Open Source, Crise Económica e Oportunidades”.

Os participantes no debate foram  Gonçalo Caseiro (Administrador AMA – Agência de Modernização Administrativa), Celso Martinho (Fundador SAPO, Diretor Portugal Telecom) e Paulo Trezentos (Professor Auxiliar ISCTE), tendo ainda sido moderado pela jornalista Mafalda Caneira.

Nessa sessão foi pré-visionado um documentário que irá passar na RTP em Junho da autoria da jornalista Mafalda Caneira. Em seguida foi debatido o papel do Open Source nos diversos contextos: empresarial, estado e escola. Daí ressaltaram fundamentalmente os casos do Sapo, da AMA, da Caixa Mágica e do ISCTE-IUL.

No que diz respeito ao Sapo, foi referido pelo Eng.º. Celso Martinho que esta empresa tem privilegiado o open source desde a sua fundação. Atualmente a esmagadora maioria dos servidores utilizam Linux Debian. Este facto resulta de razões históricas e do conhecimento adquirido nesta tecnologia. A Sapo tem também vindo a participar em alguns projetos de iniciativa open source http://oss.sapo.pt/ .

O Eng.º. Gonçalo Caseiro referiu o papel da AMA como instrumento de concretização da política do governo, que passa pela adoção de open source, no âmbito do “Novo plano de racionalização e redução de custos das TIC na Administração Pública” (RCM n.º 12/2012, de 7 de Fevereiro)

O Prof. Paulo Trezentos referiu o papel da Caixa Mágica como entidade que tem privilegiado o Open Source.  Tendo nascido na Adetti e ISCTE é atualmente uma entidade de referência, sendo o Linux – Caixa Mágica uma bandeira nacional e um dos Linux mais utilizados em Portugal.

No que diz respeito ao ISCTE (é às universidades portuguesas em geral), foi destacado o papel do ensino das engenharias e em específico da informática. Neste momento existe no ISCTE três licenciaturas na área das ciências da computação, são elas Informática e Gestão de Empresas (IGE), Engenharia Informática (LEI) e Engenharia de Telecomunicações e Informática (ETI). Nessas o papel do open source é significativo. O prof. Paulo Trezentos referiu que nessas licenciaturas leciona  Sistemas Operativos e que predomina o ensino de sistemas Open Source. O mesmo não acontece nas licenciaturas de outras áreas, nomeadamente na Gestão, onde os alunos só têm acesso a um sistema proprietários de um único fornecedor (Microsoft). Sendo que o ISCTE-IUL é única universidade portuguesa que conta com um Mestrado em Software de Código Aberto/ Mestrado em Open Source Software (MOSS) desde 2009 .

Foi ainda discutida a importância da difusão de utilização de Open Source e do Linux quer na forma de servidor, desktop e samrtphone. Referiu-se que no caso do desktop têm existido resistência.

Apesar de o open source estar na ordem do dia,  é de ressalvar que a adoção de sistemas de código aberto não tem apenas que ver com a atual situação de crise económica. Faz sentido falar de eficiência e utilização de FOSS, mesmo em alturas de crescimento.  Foi dado o exemplo dos países nórdicos, que não estando em crise, desde há muito que apostam e investem no open source, por uma questão de racionalização de recursos.

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